Marcas do Mar
Marcas do Mar é um ensaio fotográfico sobre as siglas poveiras e a sua presença na identidade visual da Póvoa de Varzim. Mais do que registar símbolos antigos, procura revelar vestígios de uma cultura ligada ao mar, à família, ao trabalho e à memória coletiva.
As fotografias foram realizadas com uma Sony A7 III e uma objetiva 35 mm f/1.8, em formato RAW, com uma edição de tons quentes e suaves — uma estética ligeiramente vintage associada à memória e à passagem do tempo.
Cidade
As siglas integradas na arquitetura e no espaço urbano — fachadas, portadas e monumentos que mantêm a memória poveira visível na cidade.
Mar
A marina e os barcos de pesca — o contexto onde as siglas nasceram e onde ainda hoje se pintam, em homenagem à tradição.
Símbolos
A sigla como sinal de identidade — em letreiros, cascos e reflexos, onde a marca continua a dizer a quem pertence cada coisa.
Superfícies
Metal, madeira e pedra — as texturas onde as siglas se inscrevem reforçam a ideia de permanência, vestígio e passagem do tempo.
Memória
Os azulejos que guardam rostos e nomes — patrões e pescadores retratados ao lado das siglas que os identificavam.
“O mar não escreve em papel. Escreve em marcas.”
O que as imagens mostram
No conjunto, as fotografias mostram que as siglas poveiras continuam presentes na cidade — sobretudo como símbolo cultural, turístico e identitário, mais do que como uma linguagem usada no quotidiano da comunidade.
As formas simples e geométricas tornam as siglas visualmente fortes e facilmente reconhecíveis; as texturas de madeira, pedra, metal e calçada reforçam a ideia de permanência, vestígio e memória.