O Código Poveiro
Uma conversa curta sobre as marcas que o mar deixou na Póvoa de Varzim — o que significam, de onde vêm e porque ainda importam.
O documentário será publicado aqui após a montagem final.
Uma escrita que poucos sabem ler
Durante gerações, os pescadores da Póvoa de Varzim usaram um código próprio: marcas simples, feitas de linhas, que identificavam barcos, redes e famílias. O Código Poveiro explica, de forma simples e visual, o que significam estas siglas, como funcionavam dentro da comunidade piscatória e o que resta delas hoje na cidade.
Entre imagens atuais da Póvoa e o enquadramento histórico, o documentário acompanha a mesma pergunta que atravessa todo o projeto: estas marcas ainda fazem parte da vida da cidade, ou tornaram-se apenas decoração?
Narrativa e objetivo
A narrativa parte do presente — as siglas tal como aparecem hoje nas ruas — e recua até à sua origem na comunidade piscatória, apoiando-se na obra O Poveiro (1932) de António dos Santos Graça e em fontes da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.
O objetivo é tornar este património acessível a quem não o conhece: explicar sem academismos, mostrar sem embelezar, e devolver às siglas o contexto que muitas vezes lhes falta no espaço público.
O documentário dialoga diretamente com o ensaio fotográfico Marcas do Mar e com o ensaio escrito, completando as três linguagens do projeto.
“Uma marca simples pode transmitir história, identidade e pertença.”